Ciro Gomes (PSDB) lançou neste sábado a pré-campanha ao governo do Ceará. O ato ocorreu como anúncio formal da candidatura, com Ciro aceitando a indicação do PSDB para concorrer ao Palácio da Abolição. A decisão marca a entrada dele na disputa estadual.
O candidato criticou o avanço das facções criminosas no Ceará nos últimos 10 anos, período em que PT e PSB comandaram o estado. Também atacou ações do STF, afirmando que o poder público tem falhado na segurança e no combate à criminalidade.
Ciro Gomes já ocupou o Palácio da Abolição entre 1990 e 1995, período em que exerceu o cargo de chefe do executivo estadual. Em seu discurso, prometeu enfrentar o crime organizado como caminho para retomar o desenvolvimento econômico, afirmando que indústrias estariam deixando o Ceará.
Apoio e alianças
O lançamento contou com o apoio de Tasso Jereissati (PSDB), ex-senador e ex-governador, que destacou a decisão de Ciro de competir no Ceará em vez de manter o foco na corrida presidencial. Jereissati ressaltou a crise de segurança pública no estado e a sensação de abandono do poder público.
Ciro também mencionou a união com adversários de eleições anteriores, incluindo Capitão Wagner (União) e Roberto Cláudio (Progressistas), com o objetivo de enfrentar o que chamou de inimigo maior para o Ceará. Questionamentos entre aliados foram minimizados pelo candidato, que defendeu o benefício público.
Ao apresentar o ex-deputado Wagner como candidato ao Senado, Ciro afirmou que uma das missões em Brasília seria frear abusos no Supremo Tribunal Federal. O tom foi de ênfase na necessidade de mudança institucional para reduzir a insegurança no estado.
Roteiro eleitoral
A agenda de campanha prevê percorrer o interior do Ceará a partir da próxima sexta, começando por Sobral, berço político de Ciro, e seguindo para Crato. A caminhada visa ampliar a base de apoio e apresentar propostas centradas em segurança pública e desenvolvimento econômico.
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