Ciro Gomes lançou sua pré-candidatura ao governo do Ceará neste sábado, 16, em Fortaleza. O ex-ministro voltou ao PSDB, partido ao qual era filiado quando governou o estado na década de 1990. Ele confirmou a intenção de convidar Roberto Cláudio para ser vice na sua chapa.
No discurso, o tucano afirmou que a candidatura é guiada por lealdade e gratidão e criticou a avaliação sobre quem governa o Ceará nos últimos 10 anos. A gestão atual tem Camilo Santana (PT) no comando desde 2015, seguido por Elmano de Freitas (PT) desde 2023.
Ciro apontou problemas de segurança pública, dizendo que facções dominam o estado e que o povo vive amedrontado. Segundo ele, nenhum delegado foi contratado nos últimos dez anos por gestões anteriores. O ex-ministro mencionou alianças com adversários, destacando André Fernandes (PL) e Capitão Wagner (União).
O evento contou com a presença de Tasso Jereissati, que discursou sobre a trajetória de Ciro e mencionou a recusa do ex-ministro em disputar a Presidência neste ano. A aliança com Wagner envolve a chapa ao Senado, segundo o candidato.
Intenções de voto
Uma pesquisa Genial/Quaest, divulgada no fim de abril, aponta Ciro com bom desempenho no primeiro e no segundo turnos. Sem Camilo Santana, o tucano aparece com 41% em comparação aos 32% de Elmano. Com Camilo, o petista lidera com 40% contra 33%.
No segundo turno, Camilo tem 44% diante de 39% de Ciro, dentro da margem de erro. Em confronto com Elmano, Ciro vence, com 46% a 35%. Os números apontam empate técnico em cenários específicos.
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