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Flávio Bolsonaro, irmão de Vorcaro

R$ 134 milhões para o filme de Bolsonaro é visto como troco diante de bilhões públicos usados para salvar o Master, com ligações bolsonaristas

O senador Flávio Bolsonaro, no Quartel General (QG) da Polícia Militar do estado do Rio de Janeiro, no centro do Rio
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Em 16 de novembro de 2025, Flávio Bolsonaro enviou mensagem a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, pedindo apoio financeiro para um projeto cinematográfico. A solicitação mencionava uma “luz” de 134 milhões de reais para a realização da cinebiografia Dark Horse sobre Jair Bolsonaro.

Segundo apuração publicada pelo The Intercept Brasil, Vorcaro respondeu com prometer esse montante ao senador, em um momento anterior a uma movimentação judicial envolvendo Moraes. Dias antes, Vorcaro foi preso ao tentar deixar o país, e o Banco Central formalizou a liquidação do Master.

A soma de 134 milhões de reais para um filme é apresentada na matéria como significativamente menor do que o volume de recursos associados ao Banco Master em contextos de governo estadual e federal. A cobertura aponta que governadores bolsonaristas teriam direcionado recursos ao banco, elevando o debate sobre a origem do dinheiro envolvido.

> Contexto do Master e ligações políticas

Documentos e relatos citados indicam que o Master recebeu aportes relevantes de governos administrados por aliados do bolsonarismo, com dados apontando para bilhões de reais em operações vinculadas ao banco. Entre os agentes mencionados, constam governadores e parlamentares ligados ao conjunto político que apoiou a gestão pública associada ao grupo.

Parlamentares próximos a Flávio Bolsonaro teriam apresentado propostas para ampliar instrumentos de proteção de crédito, associadas a mecanismos aprovados com apoio de partidos da base aliada. A matéria descreve a participação de figuras como Filipe Barros, do PL, em iniciativas legislativas cujos desdobramentos atingiriam o chamado “esquema Master”, segundo as informações veiculadas.

A reportagem ressalta ainda que o debate envolve a relação entre o sistema financeiro, o Poder Legislativo e o STF, com menções a propostas que teriam implicações para a supervisão de diretores do Banco Central que votassem contra determinados projetos. O foco é o possível impacto desses movimentos sobre o ambiente político e acionário relacionado ao Master.

A publicação reforça que, independentemente do tom adotado pela narrativa, pessoas ligadas aos governos estaduais e ao bolsonarismo teriam envolvimento direto em operações de apoio financeiro ao banco, cuja liquidação já havia sido decretada pelo Banco Central. O material não conclui sobre culpabilidade, mas evidencia ligações entre atores políticos e o tema financeiro.

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