O que aconteceu envolve a continuidade das investigações da Operação Sem Desconto, que mira fraudes em benefícios do INSS e, em especial, suspeitas ligadas a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Há um racha entre investigadores sobre o foco das apurações e a possibilidade de avançar sobre o filho do presidente. A Polícia Federal avalia caminhos para consolidar provas e ampliar delações premiadas.
Quem está envolvido inclui a família Lula, a empresária Roberta Luchsinger e o lobista conhecido como Careca do INSS. A PF também mantém divergências com a PGR sobre medidas como quebra de sigilo e tornozeleira eletrônica, com decisões que tiveram a marca do ministro André Mendonça.
Quando e onde essas decisões ocorreram: ao longo de 2026, com mudanças na organização das investigações na PF, incluindo a transferência de chefia da Sem Desconto para a Coordenação de Inquéritos nos Tribunais Superiores, dentro da CGP Fazendária. O deslocamento busca maior eficiência e continuidade às apurações, segundo a PF.
Por que isso acontece: parte dos investigadores defende concentrar-se nas fraudes já identificadas, mantendo Roberta Luchsinger sob investigação, mas sem confirmar irregularidades envolvendo Lulinha. A meta é concluir casos já adiantados e avançar em acordos de delação que tragam elementos novos de prova.
Desdobramentos e investigações
A oitiva marcada de Roberta Luchsinger para a PF ocorre nesta quarta-feira, com expectativa sobre possível atuação como intermediária em transações ligadas a Lulinha e ao Careca. A PF levantou a hipótese de Lulinha ter sido sócio oculto do Careca.
A defesa de Lulinha sustenta que ele não é investigado e afirma que não houve chamamento para esclarecimentos. Já Roberta sustenta que não houve negócios relacionados aos descontos do INSS.
Divergências e posições institucionais
Divergências internas apareceram entre PF e PGR sobre o rumo das apurações. Em decisões anteriores, o ministro Mendonça autorizou medidas que a PGR contestou, criando tensões institucionais e dúvidas sobre o andamento do caso.
A PF também sinalizou que a atuação de tornozeleira em Roberta foi determinada à revelia da PGR. A instituição justificou a mudança de coordenação como estratégica para o andamento de investigações de maior complexidade no Supremo.
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