Mariana Lescano, vereadora de Porto Alegre, comentou, em entrevista ao programa Raio X nesta terça-feira (19), sobre o caso envolvendo Mauro Pinheiro e Juliana Souza na Câmara Municipal. A retirada de microfone durante a sessão foi apresentada como não configurando violência política de gênero, segundo ela, já que a discussão ocorria sobre o Plano Diretor e o Regimento Interno limitava outros temas. Juliana Souza teria usado o espaço para comentar o vazamento de um áudio que envolve Flávio Bolsonaro, o que motivou a reação de Mauro Pinheiro.
Na avaliação de Lescano, o cenário político nacional inclui perseguição a Jair Bolsonaro, considerando o ex-presidente como alvo de uma “narrativa de golpe” para afastá-lo das eleições. Ela disse que Flávio Bolsonaro continua sendo um dos nomes considerados relevantes pela direita para as próximas eleições presidenciais.
A vereadora também afirmou que o ambiente na Câmara reflete a polarização da sociedade brasileira, descrevendo o Legislativo como “um elemento pulsante”. Em relação à educação, citou discussão sobre ideologia de gênero e criticou decisões do STF sobre o tema, sugerindo influência de pautas políticas no ambiente escolar.
Contexto local e nacional
Lescano reforçou que, em relação ao caso envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, não haveria conhecimento prévio do senador sobre o escândalo do Banco Master quando o áudio veio à tona. Segundo ela, Flávio assinou um pedido de CPI para investigar o assunto, o que, para ela, o diferencia de parte do espectro da esquerda.
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