Lt. Gov. Burt Jones avançou para o segundo turno na indicação republicana para o governo da Geórgia, enfrentando Rick Jackson, bilionário executivo da área de saúde. A apuração preliminar da Associated Press aponta o runoff entre os dois, após a votação realizada nesta semana no estado. A definição acontece devido à disputa acirrada e aos custos elevados da campanha.
Jackson entrou na corrida em fevereiro, vindo do nada conhecido para o público, e financiou amplamente sua própria campanha, ampliando o alcance de seus anúncios. O desfecho deixou Jones à frente em estágios iniciais, mas o rival manteve ritmo forte nas últimas pesquisas.
Originalmente, a disputa parecia ter três candidatos: Jones, Chris Carr, procurador-geral, e Brad Raffensperger, secretário de Estado. A trajetória envolvia rixas com o Partido Republicano local, marcadas por posições sobre as consequências das ações de 2020 ligadas a questões com o ex-presidente.
Jones foi ligado a uma tentativa de alterar o resultado das eleições, segundo o registro público, enquanto Raffensperger e Carr desafiaram o então presidente e resistiram às tentativas de anular a vontade popular. Kemp também enfrentou desafiadores apoiados por Trump.
Jackson, conhecido por compartilhar sua trajetória de pobreza à construção de um império empresarial, reforçou sua narrativa por meio de anúncios financiados pelo próprio capital e por uma organização misteriosa, sem revelar seus financiadores. A campanha atacou Jones em tom agressivo.
Jones negou as acusações veiculadas nos anúncios, afirmando que Jackson financiou secretamente a operação. A ofensiva contra Jones também contou com apoio de mensagens amplamente veiculadas, segundo relatos de apuração local.
Quem está envolvido
- Burt Jones: atual líder do Senado estadual e candidato.
- Rick Jackson: empresário bilionário, candidato ao governo.
- Chris Carr: ex-procurador-geral, rival no pleito inicial.
- Brad Raffensperger: secretário de Estado, rival no pleito inicial.
A guinada para o runoff abre espaço para nova rodada de críticas, com foco em integridade eleitoral, gestão pública e visão para governos estaduais. O desfecho definitivo depende da próxima rodada de votação e da resposta dos eleitores.
Entre na conversa da comunidade