O governo de São Paulo pediu à Caixa Econômica Federal a devolução de 37,6 milhões de reais que haviam sido destinados à construção do conjunto Copa do Povo, empreendimento em parceria com o MTST e o governo federal. A decisão ocorreu após acompanhamento do andamento das obras, considerado abaixo do esperado.
O projeto integra o programa Minha Casa Minha Vida e prevê 2.650 moradias em Itaquera, na zona leste de São Paulo. A iniciativa foi anunciada por Lula em dezembro de 2023, na tentativa de alavancar a pré-campanha de Guilherme Boulos à prefeitura.
A gestão Tarcísio de Freitas, do Republicanos, havia desembolsado 53 milhões de reais em janeiro de 2024 para a construção. Ao perceber a lentidão, solicitou a devolução de parte não executada, recebendo 37,6 milhões da Caixa.
O contrato envolve o MTST, movimento coordenado por Guilherme Boulos, e a construtora responsável pelas obras. Caso o empreendimento não avance, o MTST terá de pagar 2 milhões de reais ao governo estadual.
Segundo o secretário de Habitação de São Paulo, Marcelo Branco, o teto de financiamento da Caixa para o programa é insuficiente para viabilizar as moradias. O governo afirma atuar em parceria para superar entraves técnicos e financeiros.
Branco também afirmou que, na inauguração da obra ocorrida em dezembro de 2023, Lula não convidou autoridades paulistas. O presidente esteve acompanhado de Haddad e Boulos; a equipe do governo paulista ficou em São Sebastião, atendendo famílias atingidas pelas chuvas.
Dias depois, a gestão Tarcísio anunciou novo aporte de 27 milhões de reais para o MTST, destinado a viabilizar a construção de 1.308 unidades. A adesão busca manter o compromisso com moradias populares, mesmo diante do impasse no Copa do Povo.
Procuradas, a Secretaria Geral da Presidência, o MTST e a Caixa não se manifestaram até a divulgação deste texto.
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