O ex-ministro Aldo Rebelo contestou o processo disciplinar aberto pela executiva nacional da Democracia Cristã (DC), que pode resultar em expulsão. A permanência dele na sigla e a disputa presidencial de 2026 são apontadas para decisão da convenção do partido, segundo a defesa de Rebelo.
Aldo Rebelo afirmou que a nota da direção não atinge sua honra nem a dignidade pública, pois não aponta fatos que justifiquem a medida extrema. O comunicado foi enviado à imprensa nesta quinta-feira, 21, conforme a posição do ex-ministro.
Gestão interna e tensões
A movimentação para expulsar Rebelo foi anunciada pelo diretório nacional do DC e é liderada pelo presidente do partido, João Caldas, que busca fortalecer a candidatura de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF.
Para Rebelo, o procedimento viola o estatuto da DC e o princípio de livre manifestação dos filiados, classificado como abuso de direito pelo ex-ministro. A defesa sustenta que a iniciativa é antidemocrática, segundo o comunicado.
Dirigentes estaduais do DC haviam se manifestado contra a escolha de Barbosa, segundo reportagens de VEJA. A oposição interna não recebeu previamente a decisão, gerando insatisfação entre membros da sigla.
Repercussos no DC
O racha levou o ex-vice-governador de Roraima e presidente regional da DC, Paulo Cesar Quartiero, a suspender sua pré-candidatura ao governo de 2026. Quartiero afirma ter sido afastado de grupos internos após criticar a decisão.
Caldas afirma que não houve divergência e sustenta que Quartiero continua na coordenação do diretório roraimense. A situação acompanha o debate sobre quem deve liderar a DC nas próximas eleições.
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