A Cálix Comunicação e Publicidade, ligada ao ex-marqueteiro Marcello Lopes, recebeu R$ 80,65 milhões em recursos do governo federal, conforme dados do Portal da Transparência. Lopes já foi coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, mas deixou o posto após a crise gerada pelos áudios com Daniel Vorcaro.
Contratos com o governo
O primeiro acordo, de R$ 55 milhões, data de 2021 e envolveu o Ministério do Desenvolvimento Regional, para serviços de publicidade vinculados à pasta. Mesmo com a troca de governo, o vínculo foi mantido e teve quatro aditivos até 2026.
Licitação e novo contrato
Em 2023 houve um segundo contrato, relacionado a uma licitação de 2021 vencida pela Cálix, aberta pelo Ministério da Infraestrutura (atual Transporte). O acordo, assinado pela agência de Lopes, vale cerca de R$ 15 milhões por ano e teve prorrogação.
A soma de aditivos pode levar a Cálix a receber aproximadamente R$ 334,8 milhões do governo federal até o término dos contratos.
Contato com o veículo
O Terra tentou ouvir a Cálix para obter um posicionamento e aguarda retorno. A empresa não apresentou defesa oficial até o momento.
Saída de Marcelão da campanha
Marcello Lopes deixou a coordenação da campanha de Flávio Bolsonaro na data de 20 de maio. Eduardo Fischer assume a função de comandante da comunicação da pré-campanha.
A mudança ocorreu após o vazamento de informações envolvendo Flávio e Vorcaro, segundo a imprensa. Lopes já integrava a equipe há meses e havia sido definido como responsável pela comunicação em maio. Fabio Wajngarten comentou sobre a saída, afirmando que o publicitário foi sabotado pela política e destacando sua atuação.
Entre na conversa da comunidade