Raquel Rolnik defende o fim da jornada de trabalho 6×1, argumentando que a redução de dois dias sem redução salarial aumentaria a qualidade de vida. A proposta, ainda em discussão no Congresso, seria acompanhada de impactos positivos na mobilidade urbana.
Segundo a especialista, menos dias de trabalho significariam mais tempo de descanso e lazer. Ela aponta que grande parte da população perde horas diárias com deslocamentos entre casa e trabalho, agravando o ritmo de vida nas cidades.
Rolnik ressalta que as cidades foram estruturadas pela lógica do trabalho. Os sistemas de transporte, sobretudo os ônibus, foram pensados para fluxos casa-trabalho, o que dificulta percursos em jornadas ampliadas e distâncias elevadas.
Mobilidade e planejamento urbano
Ela afirma que o modelo atual concentra trabalhadores em áreas periféricas e usa transporte de baixa capacidade para grandes volumes, gerando longos tempos de deslocamento. O tema demanda maior foco no planejamento urbano.
A pesquisadora conclui que vida além do trabalho deve pautar as políticas públicas, incentivando cidades mais acolhedoras, com oferta de transporte fora de picos e mais espaços de lazer, como parques.
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