A primeira-dama Janja da Silva afirmou que o conteúdo difundido por adeptos do movimento red pill não representa a realidade que o Brasil quer construir. O comentário ocorreu na abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz (ES), nesta quinta-feira, 21 de maio de 2026.
O evento reuniu cerca de 870 delegados da cultura popular. Não houve realização do encontro há 12 anos, segundo organizadores. Janja destacou a importância de espaços culturais como porta de entrada para transformar mentalidades.
Ela enfatizou que a faixa etária de 12 a 13 anos é a que mais consome conteúdo de ódio pelo celular e pediu ações para mudar esse cenário. A primeira-dama reforçou que o Brasil não pode reduzir-se a narrativas dessa natureza.
Na quarta-feira, 20 de maio, o presidente Lula assinou dois decretos para endurecer regras contra a violência online contra mulheres. Entre as medidas, está a remoção de imagens íntimas sem consentimento em até 2 horas após notificação e a proteção contra deepfakes sexuais criados com IA.
Os decretos foram anunciados durante a reunião de 100 dias do Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio, no Palácio do Planalto. O governo também informou que Lula assinou quatro projetos de lei ligados ao tema.
Ainda no encontro, Janja comentou o fenômeno red pill. Questionou a plateia sobre o conhecimento do termo e descreveu a ideia como uma forma de narrativa misógina disfarçada de entretenimento, presente especialmente no TikTok e afins.
A presidente da Cultura, Margareth Menezes, elogiou Lula como símbolo de cuidado às mulheres, aos povos indígenas e à cultura brasileira. O Hino Nacional foi executado pela cantora Luedji Luna. O senador Fabiano Contarato (PT-ES) também participou do evento.
Contexto e desdobramentos
A Teia Nacional dos Pontos de Cultura é voltada a agentes culturais, mestres das culturas populares e povos tradicionais de todo o país. Na abertura, foi homologado o regimento do 5º Fórum Nacional dos Pontos de Cultura, definindo a composição da Comissão Nacional.
O encontro evidencia a soma de iniciativas culturais com medidas públicas de combate à violência digital. A presença de Janja, Margareth Menezes e outras autoridades reforça a atuação do governo em temáticas de gênero e cultura.
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