O presidente Luiz Inácio Lula da Silva citou nominalmente o empresário Ricardo Magro pela primeira vez durante a abertura da 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, em Aracruz, Espírito Santo. O ocorrido ocorreu nesta quinta (21 mai 2026).
Lula pediu a extradição de Magro aos Estados Unidos, associando o empresário a práticas do crime organizado e ao desvio de recursos públicos. O presidente também mencionou uma suposta conversa com o ex-presidente Donald Trump sobre o tema.
O chefe do Executivo afirmou que Magro estaria nos EUA, criticando o que chamou de falsificação de combustível. A fala é uma ampliação de críticas anteriores, que já o apontavam como alvo de investigações sem mencionar o nome.
Contexto da investigação e pedidos de extradição
A Polícia Federal deflagrou a operação Sem Desconto, que teve Magro como alvo e apura irregularidades no setor de combustíveis, incluindo a participação de Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro. O envolvimento do empresário é central nas apurações.
Segundo o governo, o presidente já tratou do tema em discursos e em reunião com autoridades americanas, reforçando a cobrança pela cooperação na entrega de brasileiros investigados que vivem em Miami.
O governo ressalta que a lista de casos pode crescer, citando a necessidade de enfrentar irregularidades associadas a figuras ligadas ao setor de combustíveis e ao crime organizado. As falas reforçam o tom de cobrança internacional adotado pelo governo.
Repercussões na agenda cultural do país
O discurso ocorreu no contexto de críticas a Jair Bolsonaro e ao financiamento de um filme biográfico sobre o ex-presidente. Lula comentou a relação entre políticas culturais e recursos públicos, mencionando ainda a extinção do Ministério da Cultura no governo anterior.
Durante o evento, que não ocorria há 12 anos, Lula assinou decretos para reorganizar o Conselho Nacional de Política Cultural e criar a Política Nacional para as Culturas Tradicionais e Populares. O programa Festejos Populares do Brasil também foi regulamentado.
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