Lula pode reenviar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal após a rejeição pelo Senado. Segundo informações de bastidores ouvidas por veículos nacionais, o tema volta a ganhar força entre aliados do presidente.
A segunda indicação enfrentaria a mesma objeção regimental existente desde 2010, que proíbe a apreciação na mesma sessão legislativa de uma autoridade rejeitada. A regra se aplica, segundo o Senado, a ministros do STF, ao procurador-geral da República e a dirigentes de órgãos como o Banco Central.
Se o presidente insistir neste ano, o Senado, pela regra vigente, poderia simplesmente recusar a análise, devolvendo a indicação ao governo. O episódio repetido, porém, ampliaria o choque entre Executivo e Legislativo, segundo analistas ouvidos pela imprensa.
Especialistas lembram que Messias chegou a aumentar a visibilidade como jurista, mas permanece com críticas ainda sobre seu histórico. A hipótese de um segundo envio depende da decisão de Lula e da leitura dos aliados sobre o cenário político.
Caso o governo insista, a aprovação do nome estaria sujeita a uma nova sabatina e voto no plenário. Mesmo com eventual apoio de parte dos senadores, a rejeição anterior sinalizaria resistência a mudanças rápidas no processo.
Para avançar, Lula precisaria indicar um jurista reconhecido pela independência, sem vínculos relevantes com o governo. A expectativa entre analistas é de que, hoje, a maioria no Senado manteria posição de recusa caso Messias seja apresentado novamente.
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