A Justiça italiana negou a extradição de Carla Zambelli e autorizou sua soltura. A decisão foi anunciada na sexta-feira, 22 de maio de 2026, em Roma, após recurso da defesa. A ex-deputada do PL-SP permanece em liberdade e aguarda a análise do segundo pedido de extradição.
O processo julgado na Itália envolve a condenação de Zambelli pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) por invasão a sistema e pela emissão de mandado de prisão falso contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. A corte decidiu separá-lo do segundo caso, relacionado a porte ilegal de arma e constrangimento.
A defesa afirma que o segundo pedido de extradição deve seguir o mesmo desfecho. O advogado Pieremilio Sammarco publicou vídeo destacando a soltura e a situação processual. Em contrapartida, o Ministério Público italiano ainda não definiu data para o julgamento do segundo caso na Corte de Cassação.
Zambelli foi presa em julho do ano passado após ter o nome incluído na Difusão Vermelha da Interpol. Ela possuía cidadania italiana e esteve no país europeu em junho de 2025, após deixar o Brasil e seguir aos EUA, segundo as informações oficiais.
No Brasil, o STF já havia condenado a ex-parlamentar. Em maio do mesmo ano, a Corte também condenou por invasão de dispositivo e por falsidade ideológica, com regime de prisão aplicável aos crimes. Zambelli renunciou ao mandato de deputada em dezembro de 2025, após decisão da Câmara sobre a cassação.
As informações são atualizadas com base no andamento judicial entre Brasil e Itália, sem divulgação de opinião. As fontes indicam que novos recursos podem surgir, mas não há data definida para o próximo julgamento na Itália.
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