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Aliado diz que Lula precisa ter humildade para reconhecer desaprovação

Camilo Santana afirma que governo Lula precisa ter humildade para reconhecer desaprovação do eleitorado e recalibrar comunicação diante de novas demandas

Ex-ministro Camilo Santana admite que governo Lula pode ter frustrado a população com expectativa do que foram os dois primeiros mandatos. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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O ex-ministro da Educação Camilo Santana (PT-CE) afirmou que o governo de Lula enfrenta dificuldade para reconquistar a popularidade e que o presidente precisa ter humildade para reconhecer erros diante da desaprovação do eleitorado. Pesquisas recentes mostram maior desaprovação do que aprovação.

Santana, ex-governador do Ceará, disse que o terceiro mandato gerou expectativa elevada por conta dos governos Lula 1 e 2, que tiveram crescimento econômico e aumento do poder de compra, mas esse dinamismo caiu nos últimos anos. O petista não conseguiu manter o mesmo ritmo, segundo ele, diante de cenários internos e externos.

O politólogo também avaliou que o governo encontrou problemas ao retomar o ritmo anterior e ressaltou que a prioridade atual foi reconstruir programas sociais e recompor áreas atingidas, como o Brasil no Mapa da Fome, Bolsa Família, Luz para Todos e ProUni. Santana citou ainda desmonte do passado e dificuldades após a gestão de Bolsonaro.

Avaliação de gestão e comunicação

Santana ressaltou que o país herdou dificuldades estruturais que limitam a atuação do governo em quatro anos. Ele ainda apontou que a polarização nas redes e a circulação de informações incorretas complicam a divulgação de ações positivas da gestão.

Para avançar, o ex-gestor defende que o governo avalie falhas na comunicação e busque formas mais claras de apresentar resultados, mantendo a humildade para reconhecer erros e melhorar a mensagem pública.

Novas demandas da população

Ao abordar a economia, Camilo Santana disse que a população passou a cobrar itens de consumo e qualidade de vida. Mesmo com aumento da massa salarial, reajuste real do salário mínimo e queda do desemprego, o brasileiro busca acesso a serviços antes considerados supérfluos, como smartphones, plataformas de streaming e entregas.

Ele observou ainda que o endividamento tem aumentado, o que indica mudanças nas prioridades da população em relação ao passado, quando a assistência pública era mais diretamente associada à fome.

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