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Flávio Dino nega prisão domiciliar pedida por Deolane

Ministro Flávio Dino nega seguimento à reclamação de Deolane Bezerra, mantendo a prisão preventiva na investigação de lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Deolane Bezerra.
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O ministro Flávio Dino negou seguimento à reclamação apresentada pela defesa de Deolane Bezerra, buscando revogar a prisão preventiva ou convertê-la em prisão domiciliar. A decisão foi publicada neste domingo, 24, no âmbito da investigação sobre lavagem de dinheiro ligada à facção PCC.

De acordo com a investigação, Deolane é apontada como integrante do núcleo financeiro do esquema, atuando como beneficiária de valores de empresas ligadas à organização e usando pessoas jurídicas com características de fachada. O caso tramita na 3ª Vara da Comarca de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, envolvendo organização criminosa e ocultação de patrimônio.

Contexto da decisão

A defesa alegou violação ao entendimento do STF no HC 143.641, que prevê substituição da prisão preventiva por domiciliar para mães de crianças até 12 anos. A advogada citou que Deolane tem uma filha de 9 anos e afirma não haver excepcionalidade para afastar o benefício. Também argumentou residência fixa, atividade lícita e notoriedade pública.

Posição da defesa

Em manifestação, a defesa ressaltou que a influenciadora possui grande alcance nas redes sociais e renda compatível com o padrão de vida exposto online. O texto mencionou seus mais de 20 milhões de seguidores e afirmou que a prisão seria baseada em ilações sem comprovação.

Desdobramentos do caso

Após a prisão na quinta-feira anterior, a defesa divulgou nota dizendo haver perseguição e que acusações estariam se transformando em condenações públicas antes de provas. A defesa sustenta que as informações divulgadas não refletem fatos já comprovados.

Contexto anterior

A notícia se soma a outras imagens envolvendo Deolane em investigações ligadas a apostas e lavagem de dinheiro. Em 2024, ela já havia sido presa em operação da Polícia Civil de Pernambuco que apurava jogos ilegais e movimentações financeiras suspeitas no setor de apostas online.

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