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PF investiga prefeitura por uso de dinheiro público em ações eleitorais e ataques

PF deflagra a Operação Palanque Digital para apurar uso de recursos públicos de Macapá em ações eleitorais, com 35 mandados de busca e apreensão

Quadrilha é suspeita de criar e operar rede digital de desinformação, autopromoção política e ataques
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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Palanque Digital para apurar possível prática de crimes eleitorais em Macapá, Amapá. O objetivo é investigar uma quadrilha suspeita de criar e operar uma rede digital de desinformação, autopromoção política e ataques a adversários. A ação envolve o cumprimento de mandados em três estados.

As investigações apontam que recursos destinados à comunicação pública da Prefeitura de Macapá teriam sido desviados para pagar influenciadores digitais, além de veículos e empresas de mídia, para divulgar ações de caráter político-eleitoral do Executivo local. A PF aponta possível uso de dinheiro público para objetivos eleitorais.

Ao todo, a PF cumpre 35 mandados de busca e apreensão. Os locais abrangidos ficam em Macapá, Belém e Canela, no Rio Grande do Sul. São apurados crimes eleitorais, crimes contra a Administração Pública, formação de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Contexto político regional

Em março, o então prefeito de Macapá, Antônio Furlan, renunciou ao mandato após afastamento decidido pelo ministro Flávio Dino, do STF. Furlan afirmou que deixou o cargo para concorrer ao governo do Amapá em outubro. O ex-vice-prefeito Mario Rocha Neto também é alvo de investigações.

Desde a saída de Furlan e Rocha Neto, o presidente da Câmara, Pedro dos Santos Martins, o Pedro DaLua, assumiu como prefeito interino. Furlan é investigado na Operação Paroxismo, que apura fraude à licitação em contrato da Secretaria Municipal de Saúde para a construção do Hospital Geral Municipal.

O ministro Flávio Dino justificou o afastamento citando a necessidade de evitar o acesso a documentos, sistemas e bases de dados que pudessem atrapalhar as investigações. A PF segue acompanhando o andamento das apurações e coleta de provas.

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