Joe Biden processa o Departamento de Justiça para impedir a divulgação de gravações de áudio e transcrições de conversas privadas realizadas com seu biógrafo, em 2016 e 2017, em Washington.
A ação envolve a Heritage Foundation, a Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes e o FBI. O processo aponta resistência do DOJ a liberar os materiais, sob justificativa de confidencialidade.
O recurso foi apresentado em um tribunal federal de Washington, antes da divulgação prevista para 15 de junho. Os materiais devem ser entregues a pedido da Heritage Foundation e da comissão da Câmara.
Segundo o processo, o DOJ relatou resistência à liberação, citando uma interpretação da Lei de Liberdade de Informação até que Donald Trump retornasse à Presidência. O manejo dos arquivos esteve ligado a uma investigação de 2023.
O caso detalha que as gravações foram usadas no livro de memórias de Biden, publicado em 2017, na fase em que ele era vice-presidente e cogitava disputar a Presidência, durante a doença do filho Beau Biden.
T. J. Ducklo, porta-voz de Biden, afirmou que as gravações foram fornecidas sob condição de não divulgação pública. O porta-voz afirmou que a ação tem natureza política, não transparência.
O DOJ, segundo o processo, iniciou com o objetivo de ocultar informações sobre as capacidades cognitivas de Biden desde 2016, conforme a argumentação apresentada. O governo reiterou cooperação com Hur na investigação.
No início deste mês, Biden tentou intervir em ação da Heritage Foundation para ter acesso aos materiais. Um juiz autorizou a participação de Biden, mas bloqueou contestação ao pedido da Câmara.
Entre na conversa da comunidade