O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, não compareceu à audiência pública da Câmara dos Deputados para explicar o megaleilão de energia do governo Lula. A audiência foi convocada pela Comissão de Minas e Energia para tratar do certame que envolve cerca de R$ 515 bilhões em reserva de energia.
Silveira alegou viagens para Manaus, onde acompanhou o presidente Lula, como motivo da ausência. Ele afirmou que, na próxima semana, pode não estar no país, em razão de compromisso com o ministro do Supremo Gilmar Mendes em Lisboa. Caso confirme ausência, o ministro em exercício poderá responder pela pasta.
O leilão já gera controvérsia jurídica e fiscal. O custo total pode chegar a pelo menos R$ 515 bilhões, o que poderia elevar a conta de luz em até 10%. A avaliação crítica aponta alterações na base de cálculo, deságio baixo e priorização de usinas a carvão, gás e outras fósseis em detrimento de fontes renováveis.
Convocação da Câmara e desdobramentos
A Câmara aprovou a convocação de Silveira para prestar esclarecimentos. Mesmo com a ausência prevista, a comissão mantém a data marcada para esclarecer dúvidas sobre os impactos econômicos do megaleilão e as decisões que moldaram o edital.
O processo envolve grupos empresariais ligados ao setor, incluindo J&F (dos Batista), Eneva, Esteves e Petrobras. Analistas ressaltam que mudanças rápidas na metodologia podem influenciar o custo final e a disponibilidade futura de energia.
Críticos questionam a priorização de usinas fósseis no certame. A disputa jurídica e a atuação do Tribunal de Contas da União também acompanham o caso, com pedidos de revisão de critérios e de transparência no processo.
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