Mario Frias, deputado federal pelo PL de SP, figura no centro de investigações que envolvem o filme Dark Horse, sobre Jair Bolsonaro, e suspeitas de rachadinha em seu gabinete. Trabalhos na política, cinema e atuação compõem seu currículo público, enquanto novas gravações trazem à tona contatos com financiadores do projeto.
Documentos financeiros mostram que Gardênia Morais, ex-funcionária na Câmara, devolveu parte do pagamento a pessoas ligadas ao parlamentar. Frias não se manifestou aos pedidos de posicionamento feitos pela reportagem.
O político ganhou notoriedade como ator e apresentador, atuou como secretário especial de Cultura entre 2020 e 2022 e participou da produção de Dark Horse, que retrata momentos da vida pública de Bolsonaro. Em 2022, Frias foi eleito deputado federal por São Paulo com 122.564 votos.
Áudios obtidos pela Intercept Brasil indicam contato frequente entre Frias e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master. Em uma mensagem, o parlamentar diz que precisa manter o contato sobre o andamento dos trabalhos e demonstra apoio ao financiador do filme.
A Folha de S. Paulo apurou que Frias declarou não ter preocupação com as acusações, afirmando ter apenas produzido o filme. Segundo a reportagem, ele também direcionou cerca de 2 milhões de reais em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, ligado à produtora do projeto.
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