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Zema não descarta aliança com Caiado, mas adia definição

Zema mantém chance de aliança com Caiado, definindo acordo na data-limite de registro, enquanto intensifica críticas a Flávio Bolsonaro

Governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado, se encontra com o governador de Minas e também pré-candidato à presidência, Romeu Zema - (crédito: Dirceu Aurélio/Imprensa MG)
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O ex-governador de Minas, Romeu Zema (Novo), afirmou em evento para investidores em São Paulo que não descarta uma aliança com Ronaldo Caiado (PSD) para 2026. A declaração ocorreu em meio a críticas de Zema à família Bolsonaro, especialmente a Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Ele ressaltou que as definições sobre alianças devem ficar para perto do prazo final de registro de candidaturas, marcado pela Justiça Eleitoral para 15 de agosto. A estratégia é considerada pela direção do Novo como comum na política.

Zema comentou a relação com Caiado e mencionou afinidades administrativas entre Minas e Goiás, citando um histórico de convivência com governadores aliados. Sobre eventuais vagas na vice, o tom foi de brincadeira, destacando semelhanças entre os estados.

Desgaste com clã Bolsonaro

A política interna tem acelerado o atrito entre Zema e o bolsonarismo após críticas públicas relacionadas a Flávio Bolsonaro e a mensagens envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Na terça, Eduardo Bolsonaro chamou o Novo de inimigo, em publicação na rede X, ampliando o debate.

Pesquisas recentes do Datafolha mostraram Zema com 3% das intenções de voto e Caiado com 4%. Lula aparece com 40% e Flávio Bolsonaro com 31%, segundo o levantamento divulgado na última semana.

O conflito ganhou força após revelações sobre contatos entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, envolvendo pedidos de apoio para uma cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. Flávio negou irregularidades, mas reconheceu o auxílio privado.

Nessa linha, Zema sinalizou preocupação com impactos da crise para a direita em 2026, sugerindo que a erosão de apoio pode favorecer o pleito de Lula. Em resposta, a oposição de aliados de Flávio atribuiu ataques a interesses estratégicos.

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