O texto-base da PEC que trata do fim da escala 6×1 na Câmara dos Deputados foi aprovado na quarta-feira, 27, em Brasília. A matéria passou pela comissão especial conduzida pela criação de Hugo Motta, que integra o Centrão e é do Republicanos da Paraíba. A aprovação é apresentada como marco político para o setor.
Integrantes do Centrão veem o resultado como demonstração de força de Hugo Motta, que passou a batalhar pela unidade do bloco. A favorável ao texto, aliados destacam que o movimento foi decisivo para confirmar o apoio da bancada ao acordo com o Planalto.
Segundo apuração da analista Larissa Rodrigues, o ato elevou a imagem de Motta na Câmara. Ela lembrou que a aprovação ocorreu após pressão interna e que o episódio reforçou a percepção de que ele saiu fortalecído do processo, sendo apontado como motor da comissão.
Acordo com o Planalto
A votação foi alinhada a um acordo com o Planalto, considerado decisivo para a defesa da agenda do governo. Motta entregou o texto aos aliados conforme combinado com o presidente Lula, o que, segundo a analista, sinalizou cumprimento de compromissos com líderes e com o Palácio do Planalto.
O entendimento gerou repercussão entre blocos de centro e centro-esquerda, que passam a apoiar, em tese, a eventual candidatura de Motta à reeleição para a presidência da Câmara, caso Lula atenda à expectativa de apoio para manter o líder do Centrão no comando da Casa.
Relações com a direita
Apesar do fortalecimento junto a centro e centro-esquerda, a manobra também gerou atritos com a ala mais à direita, especialmente com o PL. Caso haja vitória da oposição em outubro, a permanência de Motta pode ficar comprometida, segundo analistas.
Ainda assim, a percepção predominante é de que Motta se consolida como candidato natural à presidência da Câmara, com segurança para concorrer ao cargo nas próximas eleições, mantendo o apoio de setores relevantes do Centrão.
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