O que levou à investigação envolve um alerta de Luiz Paulo (PSD) sobre aportes do Rioprevidência no Banco Master. Segundo a PF, o deputado denunciou ao TCE-RJ em setembro de 2024, questionando o volume aplicado e o risco financeiro aos cofres do Rioprevidência. O vídeo dele também circulou nas redes.
A Polícia Federal aponta que, no dia seguinte, o banqueiro Daniel Vorcaro mobilizou aliados para evitar a repercussão. Ele pediu ajuda ao seu sócio Augusto Lima para convencer o deputado a retirar a denúncia, mencionando que a notícia precisaria ser retirada do ar.
Mudança na estratégia de investimentos
O material da PF mostra que a denúncia levou a alterações na direção dos investimentos do Rioprevidência. Em vez de aportes diretos em letras financeiras do Master, a gestão passou a ocorrer por meio de fundos administrados pela instituição.
Ao longo de 2023 e 2024, encontros entre Vorcaro e o então governador Cláudio Castro continuaram. Entre julho de 2023 e maio de 2024, houve sete encontros, seguidos de nove aportes totalizando quase R$ 970 milhões.
Contato entre Vorcaro e Castro
Relatos indicam que Castro e Vorcaro voltaram a se encontrar em dezembro de 2024. Dois dias depois, o Rioprevidência investiu R$ 50 milhões em um fundo ligado ao Master. Em março de 2025, três encontros ocorreram na mesma semana, com novos aportes entre abril e setembro que somaram cerca de R$ 1 bilhão.
Convites e encontros privados
Mensagens exibidas pela PF revelam contatos frequentes entre Vorcaro e Castro, incluindo convites para eventos privados. Em março de 2025, o banqueiro convidou o ex-governador para uma feijoada e um churrasco em sua residência, além de um encontro no Parque Lage com menção de Ciro Nogueira.
Viagens e jantares em Nova York
A investigação aponta encontros de Castro e Vorcaro nos Estados Unidos, com participação em uma degustação de uísque em Nova York (valor citado na PF) e dois jantares em restaurante de alto custo. Os eventos reforçam a proximidade entre as partes envolvidas.
O que diz Castro
A defesa de Cláudio Castro comunicou que está analisando o material da PF para apresentar esclarecimentos ao ministro responsável. Os advogados afirmaram que não houve irregularidade na conduta do ex-governador.
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