Representantes democratas anunciam projeto para impedir Arco Trijonal em Arlington
Um grupo de democratas na Câmara dos Deputados vai apresentar um projeto que proíbe a construção do chamado Arco Trijonal próximo ao Arlington National Cemetery e veta o uso de recursos federais para a obra. A proposta foi anunciada nesta semana pelos deputados Don Beyer e Dina Titus.
O objetivo é impedir a construção do arco, considerado por críticos como uma peça de comício político, sob a alegação de que violaria leis de obras comemorativas que exigem aprovação do Congresso para memorials em áreas federais na região de Washington, D.C.
O texto, ainda a ser formalmente apresentado durante uma sessão de bancada, prevê a proibição de qualquer estrutura similar dentro do Lady Bird Johnson Park, trecho do National Park Service entre o cemitério e o Rio Potomac. A iniciativa também proíbe o financiamento federal para projetos não aprovados pelo Congresso.
Beyer afirmou que o Arlington National Cemetery é território sagrado e descreveu o arco proposto como um símbolo do ego do ex-presidente Donald Trump. Titus destacou que a medida busca manter padrões legais de proteção de espaços públicos.
A proposta surge em meio a críticas a outro projeto de monumento da administração, a renovação do Reflecting Pool no Lincoln Memorial. Documentos obtidos recentemente mostraram um contrato sem licitação que subiu o custo de quase 2 milhões para cerca de 13,1 milhões de dólares, com relatos de margens de lucro infladas.
Além disso, a renovação do Reflecting Pool já enfrenta uma ação judicial movida pela Cultural Landscape Foundation, que acusa autoridades de contornar avaliações de preservação histórica para concluir as obras antes das celebrações do semiquinqucentenário em 2027. O governo sustenta que as obras são necessárias para a manutenção.
A combinação dos dois embates evidencia a trajetória da campanha “Safe and Beautiful” de Trump, ampliando disputas sobre desenho e preservação de monumentos públicos. Críticos veem desrespeito aos processos de revisão, enquanto apoiadores defendem investimentos relevantes em espaços cívicos.
A previsão é de que o projeto seja apresentado de forma pro forma na sessão da Câmara na sexta-feira, já contando com mais de duas dezenas de coautores democratas.
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