Cláudio Castro, ex-governador do Rio de Janeiro pelo PL, abriu mão de disputar o Senado após ações da Polícia Federal atingirem seu entorno. A derrocada o tornou inapto para a chapa bolsonarista, abrindo espaço para reequipar a estratégia política no estado.
Segundo apuração, um braço relevante do PL no Rio, liderado pelo deputado Altineu Côrtes, desafeto de Castro, respira aliviado com a queda do ex-governador. Côrtes é presidente regional do partido e teve papel central no racha interno.
O conflito envolve ainda Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Alerj e aliado próximo de Castro, que foi preso pela PF em operação contra o tráfico de informações. Bacellar também teve mandato cassado e enfrentou nova prisão em março.
Racha no PL e reconfiguração do comando
Em 2023, o PL vivenciou um racha envolvendo Altineu Côrtes e o grupo ligado a Castro. Enquanto Castro apoiava Bacellar para a presidência da Alerj, Côrtes apoiou Jair Bittencourt (PL) para a disputa.
Relatos indicam que Castro teria pedido a Valdemar Costa Neto, presidente nacional do PL, a substituição de Côrtes na liderança regional. Segundo pessoas próximas, a proximidade entre Bacellar e Côrtes era vista como determinante para a área.
Altineu Côrtes já teria dito a interlocutores próximos que a aliança com Bacellar poderia resultar em consequências legais para Castro. A avaliação interna aponta para mudanças no controle do PL no estado.
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