Um juiz federal da Virgínia ordenou a paralisação temporária do repasse de verbas ao fundo secreto de US$ 1,8 bilhão criado pela gestão Trump, enquanto tramita uma ação que questiona a sua legalidade. A ordem impede novas ações para criar ou operar o fundo até a atualização dos argumentos no processo.
A decisão, assinada pela juíza Leonie Brinkema, busca evitar que recursos sejam distribuídos de forma irreversível antes do amplo Debrief solicitado pelo caso movido pelo Democracy Forward, que contesta o mecanismo e a falta de transparência na gestão. O governo sustenta que o fundo pode acolher vítimas de uso indevido de poder.
O fundo, inteiramente administrado por quatro comissários nomeados pelo procurador-geral, com um quinto indicado em consulta com a liderança do Congresso, não estabelece critérios de elegibilidade estritos e não exige divulgação de pagamentos. Críticos apontam risco de uso político e de gastos sem scrutinização.
Em foco: desdobramentos e impactos
A administração afirma que pessoas prejudicadas por supostas weaponizações do governo podem pleitear valores. Vigilantes têm observado que o caráter discreto do fundo favorece decisões não transparentes. A tramitação segue para definir se há necessidade de garantias adicionais.
Outros acontecimentos de sexta-feira
- Um juiz ordenou a remoção do nome de Trump do Kennedy Center, exigindo retirada de sinalização física e referências oficiais em 14 dias.
- Um decreto assinado por Trump orienta a reduzir pela metade as vacinas recomendadas para crianças, com impacto potencial sobre a saúde pública.
- Utah divulgou auditoria de registro de eleitores, constatando alta veracidade de cidadania entre os votantes, enquanto o governo federal segue litigando o acesso aos dados de registro.
- A administração estendeu proteção contra deportação para cerca de 11 mil libaneses por mais seis meses e houve ações envolvendo casos de imigração em Minnesota e Nova Jersey.
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