A Polícia Civil de São Paulo concluiu a última etapa de análise do inquérito que envolve Deolane Bezerra e Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. O relatório final complementar aponta indiciamento dos dois, além de outros cinco investigados na Operação Vérnix. O objetivo é esclarecer crimes de lavagem de dinheiro e outras condutas apuradas.
Entre os pontos destacados estão imóveis ligados a Deolane que poderiam ter servido à lavagem de dinheiro, segundo o documento. Um dos endereços fica em Tatuapé, onde ficariam empresas associadas à influenciadora e ao filho dela. A polícia aponta que o local teve último acesso em 2026, mas atividades teriam sido encerradas há mais de um ano.
Outro imóvel em análise fica no mesmo bairro, onde o porteiro confirmou que Deolane morou por um tempo, mas saiu há cerca de três anos. A apuração utiliza o histórico de correspondência e a circulação de empresas para sustentar a hipótese de ocultação de recursos de origem ilícita.
Destino dos itens apreendidos
Em Barueri, na Grande São Paulo, foram apreendidos quatro veículos, notebooks, computadores, tablet, celulares, documentos, mais de R$ 60 mil em espécie, 19 relógios e 40 joias. Os itens passam por perícia para identificação, descrição e registro fotográfico, conforme o procedimento legal.
As joias e relógios permanecem sob custódia para depósito cautelar na Caixa Econômica Federal, seguindo normas da Justiça Federal. O objetivo é assegurar documentação e avaliação adequada de cada peça.
Ameaças envolvendo a investigada
A investigação analisa ainda suposta ameaça a uma empregada doméstica que prestou serviços a imóveis ligados à família Deolane. Áudios atribuídos a uma interlocução não identificada indicam pressão pela devolução de valores.
Relatos indicam que a funcionária teria mencionado valores em espécie vinculados ao núcleo familiar, com menções a origem criminosa do dinheiro e ao suposto fluxo de lavagem de capitais. Esses elementos reforçam a linha de atuação investigada.
A SSP-SP informou que o indiciamento ocorreu após a conclusão da primeira etapa de análise de materiais apreendidos na Vérnix, deflagrada em 21 de maio pela Polícia Civil e pelo MPSP. A CNN Brasil solicitou posicionamento às defesas, sem confirmação até o fechamento desta edição.
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