Na noite de sábado, 30 de maio, um aliado de Donald Trump reagiu em redes sociais às declarações de Lula sobre a classificação de facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pelos EUA. A fala de Jason Miller veio um dia após o pronunciamento do presidente brasileiro sobre o tema. O tom foi de provocação e disputas políticas entre as respectivas correntes.
Lula havia comentado, na sexta, durante agenda em Sergipe, críticas a Flávio Bolsonaro e a presença dele em Washington. O petista chamou o senador de traidor e destacou que a viagem ocorreu para encontros com autoridades americanas. A declaração ocorreu durante anúncio de investimentos da Petrobras no estado.
O presidente também citou a figura de Joaquim Silvério dos Reis, ligado à Inconfidência Mineira, para enfatizar o que considerou traição de Flávio. A referência histórica foi usada para questionar atitudes políticas favoráveis a intervenções externas no Brasil.
Lula voltou a defender a soberania nacional ao mencionar a necessidade de combate ao crime organizado. Em tom direto, ressaltou que a PEC da Segurança Pública, já apresentada no Senado, pode ser uma ferramenta para fortalecer o enfrentamento interno, caso avance.
Flávio Bolsonaro teve encontros com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, e depois revelou ter pedido a Trump que classifique PCC e Comando Vermelho como grupos terroristas. A informação foi veiculada pela imprensa após o encontro.
Na quinta-feira, dias após o encontro, a Casa Branca confirmou a inclusão das duas facções na lista de organizações terroristas. A decisão impõe pressões diplomáticas e pode abrir espaço para repercussões políticas no Brasil, segundo analistas.
A reação de Lula à medida foi de oposição à intervenção externa, com menção a possíveis impactos na política interna. O presidente afirmou que o combate ao crime não deve ser guiado por pressões externas e destacou a importância de instrumentos legais nacionais.
A notícia segue sob análise de especialistas, que observam como a classificação pode influenciar cooperações e ações de segurança. Governos e partidos discutem os desdobramentos para a relação bilateral e para o cenário político interno.
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