Iván Cepeda lidera as pesquisas para suceder ao primeiro presidente de esquerda da Colômbia. O pleito ocorre neste domingo, 31, em todo o território colombiano, com o uso de urnas para o primeiro turno das eleições presidenciais.
A campanha gira em torno de três nomes destacados: Cepeda, defensor dos direitos humanos e um dos criadores do plano Paz Total; Abelardo de la Espriella, conhecido como El Tigre, um advogado milionário que busca chegar ao poder pela via da oposição de direita; e Paloma Valencia, senadora associada ao tradicionalismo de Álvaro Uribe.
Cepeda, 63 anos, já viveu no exílio e ganhou notoriedade como crítico do conflito armado e defensor das vítimas. Participou ativamente de negociações que visaram o desarmamento de grupos armados, incluindo as Farc, em 2016.
Abelardo de la Espriella, de 47 anos, aparece como outsider de direita. O candidato defende uma aliança militar com EUA e Israel para combater o crime, além de propostas de megapresídios e redução do tamanho do Estado; ele também defende o porte de armas.
Paloma Valencia, de 50 anos, integra o bloco oposicionista liderado por Uribe. Advogada e filósofa, ela defende endurecimento jurídico contra a esquerda e maior atuação militar, com foco em políticas de segurança alinhadas ao legado de Uribe.
Cepeda, sobrevivente do conflito
Cepeda costuma destacar sua trajetória desde a juventude ligada a organizações de esquerda. Em campanhas anteriores ressaltou a necessidade de justiça para as vítimas e a continuidade de políticas públicas de paz, mantendo-se como principal adversário de setores conservadores.
Abelardo de la Espriella, o outsider
O candidato se apresenta como figura disruptiva, com estilo de campanha voltado a prometer mudanças rápidas e ataques ao que classifica como velhos mecanismos políticos. Defende alianças estratégicas com potências para enfrentar o crime.
Paloma Valencia, a ‘filha’ de Uribe
Valencia defende uma linha dura na segurança, com ênfase em endurecimento de leis e na atuação firme contra grupos armados. Apoia exploração de hidrocarbonetos e fraturamento hidráulico como ferramentas econômicas.
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