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Defensor da 6×1, Paulo Pimenta tem empresa condenada por violações trabalhistas

Defensor da 6x1, Pimenta teve empresa condenada por jornadas exaustivas e direitos trabalhistas, com processos e falência

Paulo Pimenta: discurso de disputa moral entre patrões e trabalhadores contrasta com seu histórico problemático como empregador (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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A troca de mensagens do deputado Paulo Pimenta (PT-RS) sobre o fim da escala 6×1 ganhou contornos com o histórico empresarial do parlamentar. Em postagens na semana passada, Pimenta defendeu a semana de trabalho reduzida como avanço para dignidade dos trabalhadores, sem citar casos específicos. O tom nacionalista da defesa contrasta com registros envolvendo a empresa Ouro Negro Comércio e Serviços Ltda., ligada ao parlamentar.

A Ouro Negro, com atuação em Porto Alegre, já foi alvo de ações na Justiça do Trabalho que apontaram jornadas acima do permitido, intervalos não respeitados e outros direitos de empregados não atendidos. O negócio enfrentou falência e passou por recuperação judicial, enquanto Pimenta figura em ações como réu em outros processos trabalhistas envolvendo a empresa, sem que haja comprovação de gestão direta pelo parlamentar.

Processos trabalhistas da Ouro Negro

A 13ª Vara do Trabalho de Porto Alegre acolheu relato de uma ex-funcionária que descreveu jornadas de até 48 horas semanais e falta de intervalos regulares para descanso e alimentação. A sentença determinou o pagamento de horas extras, adicional noturno, diferenças de benefícios e outras verbas, totalizando cerca de R$ 40 mil. Em outro processo, envolvendo rescisões, FGTS e férias proporcionais, Pimenta aparece como réu em acordo homologado pela Justiça em 2017.

Documentos não identificam participação direta de Pimenta na gestão do posto. A administração, segundo os registros, era feita pela irmã do deputado, Ceres Cristina, servidora pública que faleceu em 2019. Ainda assim, a relação entre o discurso público do parlamentar e o histórico da empresa é alvo de questionamentos sobre consistência de suas bandeiras políticas.

A matéria consultou a assessoria de Paulo Pimenta para manifestação sobre o caso da Ouro Negro, mas não houve retorno até o fechamento deste texto. A imprensa manteve o foco na relação entre defesa de direitos trabalhistas e passivos legais envolvendo o negócio ligado ao deputado.

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