A equipe de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) rebateu nesta semana a representação de parlamentares da base do governo à Procuradoria-geral da República. O objetivo é apurar a atuação de Flávio durante viagem aos Estados Unidos. A doença de informações não é citada.
O documento foi assinado por parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade. A representação questiona se Flávio tentou desrespeitar a soberania brasileira ao pedir ao governo dos EUA a classificação de Facções Criminosas PCC e CV como organizações terroristas.
Para a assessoria da campanha, a ação é vista como estratégia da esquerda para transformar o Judiciário em instrumento político. A nota afirma que buscar cooperação internacional contra o terrorismo é legítimo e necessário.
O texto também destaca que a soberania nacional deve garantir a segurança dos cidadãos, sem servir de escudo a criminosos. A resposta foi enviada ao portal Metropoles, que publicou o conteúdo atribuído à coordenação da pré-campanha.
EUA classificam PCC e CV como terroristas
Os Estados Unidos passaram a classificar o PCC e o CV como organizações terroristas estrangeiras nesta quinta-feira. As duas facções integramam as listas de Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras.
A medida ocorreu dois dias após Flávio Bolsonaro se reunir com o presidente Donald Trump na Casa Branca, fato registrado pela imprensa. A conversa gerou reações no Brasil sobre impactos na política externa.
O governo federal brasileiro reagiu à classificação, afirmando que a decisão poderia afetar a soberania do país. A avaliação oficial aponta riscos para a vida das pessoas e prejuízos econômicos.
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