O senador Flávio Bolsonaro criticou a postura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva após a decisão dos Estados Unidos de classificar o PCC e o CV como organizações terroristas. O anúncio ocorreu dois dias após Flávio se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington.
Segundo Flávio, Lula teria atuado para defender as facções criminosas e teria feito lobby junto a Trump para evitar a classificação. O senador participou, na sexta-feira, do lançamento de Sergio Moro como pré-candidato ao governo do Paraná, em Brasília, onde reiterou o argumento.
A decisão do Departamento de Estado dos EUA foi anunciada na quinta-feira, 28 de maio. Flávio afirma que, na reunião com Trump, pediu que os grupos fossem tratadas como terroristas, o que, segundo ele, não ocorreu segundo o que defendia o governo brasileiro.
Lula rebateu as críticas na sexta-feira, dizendo que criminosos brasileiros não devem ser enquadrados como terroristas e questionando interferência externa em assuntos internos. O presidente afirmou ter apresentado documentos ao redor do tema em reuniões com autoridades americanas.
Flávio afirmou ainda que cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em áreas sob domínio de CV, PCC e organizações associadas ao narcoterrorismo. O deputado ressalta a importância de que essas pessoas tenham soberania e paz, sem detalhar propostas adicionais.
Na avaliação do senador, a resposta brasileira à decisão dos EUA deve manter o foco em tratamento jurídico adequado para as organizações citadas, sem interferência externa. O tema envolve a percepção sobre terrorismo, soberania nacional e política interna.
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