O julgamento dos réus Monique Medeiros e Jairinho entra no sexto dia neste sábado, com sessão marcada para as 14h no II Tribunal do Júri. A ação está em curso para apurar a morte de Henry Borel, de 4 anos, ocorrida em 2020 no Rio de Janeiro.
A defesa da mãe da criança retoma os depoimentos, após fases de instrução com peritos e relatos de family members. A expectativa é pela oitiva de Thayná Oliveira, babá da família, que teria enviado mensagens sobre agressões contra Henry.
Entre os passos já concluídos, o júri ouviu peritos que descartaram versão de acidente doméstico. Também houve depoimento do pai, Leniel Borel, emocionado ao falar da resistência do filho em retornar à casa da mãe.
O que aconteceu no julgamento até agora
O quarto dia foi dedicado a testemunhos sobre o histórico de violência envolvendo Jairinho. Duas ex-namoradas relataram agressões aos filhos durante os relacionamentos, e uma delas citou estupro.
Outra testemunha, Kaylane Duarte, revelou ter sido agredida por Jairinho na infância e relatou ameaças para não contar à mãe. A filha do ex-casal também relatou abusos anteriores, segundo relatos apresentados no processo.
Avanços e próximos passos do júri
No quinto dia, a ciência forense foi apresentada, com conclusão de que não houve acidente doméstico. O depoimento do legista reforçou a gravidade das lesões em Henry.
O interrogatório dos acusados está entre os momentos mais aguardados. Jairinho é acusado de participar das agressões que resultaram na morte; Monique Medeiros é apontada como responsável por omissão de proteção.
O júri também deverá ouvir depoimentos de outras testemunhas, incluindo familiares e profissionais envolvidos no caso. A defesa informou que pretende contestar as provas apresentadas até aqui.
Contexto e cronologia
O julgamento já viveu momentos de tensão, com Monique afastando-se da sessão em alguns momentos, após imagens e ferimentos exibidos. O acompanhamento do caso tem foco na responsabilização de ambos os acusados.
A tramitação ocorre no contexto de investigação policial que apontou participação do casal na morte da criança. A polícia trabalha com a hipótese de que houve tentativa de encobrir as circunstâncias do ocorrido.
O que muda a partir de agora
Com o retorno marcado para a tarde de sábado, o tribunal deve ouvir mais testemunhas de defesa. A duração prevista do júri é de até 10 dias, mantendo-se sem prazo definido para o encerramento.
A expectativa é de que os próximos depoimentos apresentem detalhes adicionais sobre a conduta de Monique Medeiros e Jairinho. O desfecho depende da avaliação dos jurados e das provas apresentadas.
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