Durante o lançamento da plataforma pública de streaming Tela Brasil, neste sábado, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que as cores verde e amarelo voltem a representar a esquerda e não o bolsonarismo. A cerimônia ocorreu na Cidade das Artes, na Barra da Tijuca, com participação da primeira-dama Janja Lula da Silva, ministros e aliados locais.
Lula indicou que a esquerda precisa aprender a usar o verde e amarelo e comentou que, na Copa do Mundo, a militância deve vestir as cores para não permitir que sejam associadas a fascismo. O presidente reforçou a necessidade de uma cultura política que envolva a população na escolha de candidatos.
O discurso ocorreu durante o lançamento do Tela Brasil, plataforma que oferece conteúdo audiovisual público e gratuito. A apresentação contou com a participação do governador interino do Rio de Janeiro, o desembargador Ricardo Couto, e mostrou apoio à consolidação de políticas culturais como parte do Estado.
Lula ressaltou que programas culturais devem deixar de ser gestão pontual e tornar-se política de Estado, citando a ampliação de Pontos de Cultura que ocorreu nos governos anteriores. Segundo o presidente, o País passou de 4 mil Pontos para 16 mil iniciativas culturais.
Tela Brasil
A plataforma Tela Brasil, que inicialmente será acessível pela web, terá login via Gov.br e conteúdo gratuito. O evento marcou o primeiro “play” simbólico com Lula e Margareth Menezes, ministra da Cultura, destacando a disponibilidade de 555 obras com recursos de acessibilidade. A expectativa é ampliar o catálogo para mais de mil títulos em breve.
A ministra Menezes destacou que o audiovisual enfrenta gargalos de distribuição e que a Tela Brasil busca ampliar cooperação internacional, com acordos já firmados com China e França. Ela enfatizou a importância de ampliar espaços culturais e a integração de acervos da TV Brasil à plataforma.
Lula mencionou ainda a soberania nacional e a imagem do Brasil no exterior, afirmando que o país recebe reconhecimento global ao longo dos últimos anos. A fala ocorreu dentro de um contexto de fortalecimento da cultura como política pública, com foco em acessibilidade e oportunidades para o público.
Margareth Menezes defendeu que o governo não precisa criar novas produtoras para valorizar a cultura nacional, citando a atuação de parcerias já existentes. Ela também destacou que o Brasil busca ampliar acordos comerciais e ampliar a promoção cultural na América Latina.
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