O governo brasileiro reagiu à decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como grupos terroristas. Lula subiu o tom ao associar a atuação de Flávio Bolsonaro à postura norte-americana, e passou a usar o tema para críticas ao bolsonarismo. O Planalto divulgou uma nota oficial condenando a atuação da família Bolsonaro no exterior.
O Palácio afirmou que o Brasil é soberano, destaca o combate a facções como PCC e CV e defende cooperação internacional no enfrentamento do crime organizado. Embora o Itamaraty não tenha divulgado posicionamento formal sobre a decisão dos EUA, integrantes do governo disseram haver impactos considerados prejudiciais.
Lula realizou discurso em Sergipe, destacando a soberania nacional e defendendo a aprovação da PEC da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara e hoje parada no Senado. O presidente pediu firmeza no enfrentamento ao crime organizado e afirmou que a soberania não se negocia.
Durante agenda em Curitiba, Flávio Bolsonaro reagiu à decisão dos EUA com críticas ao governo federal. O senador acusou Lula de defender os interesses de organizações criminosas e afirmou que, segundo ele, a oposição tem atuado para enfrentar o crime de modo mais eficaz.
A oposição, por sua vez, celebrou a medida norte-americana. Flávio reforçou que o grupo político dele tem pressionado por reconhecimento de tais organizações como terroristas, e criticou o que chamou de lobby para favorecer o PCC e o CV.
Reação internacional e desdobramentos
O Planalto reiterou a necessidade de cooperação internacional no combate ao crime, destacando parcerias existentes com diversos países, incluindo os EUA. O Itamaraty aguarda diretrizes oficiais para alinhar eventuais medidas diplomáticas.
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