A Polícia Civil liberou ontem uma empresária de São Paulo que estava presa no Centro da capital, suspeita de torturar e matar animais para vender vídeos. Segundo a investigação, ela gravava conteúdos de extrema violência para compradores clandestinos, inclusive no exterior.
A detenção ocorreu na última sessão de prisão temporária, enquanto o novo decreto do governo estadual endurece as punições por maus-tratos. As medidas preveem multas de até 50 mil reais por animal vítima em casos de crueldade extrema, abandono e reincidência.
Apesar das suspeitas, a empresária deixou a custódia poucas horas após a condução policial. A Justiça não confirmou novas medidas cautelares no momento, e a defesa poderá apresentar recursos.
Reação e desdobramentos
Entidades de proteção animal e ativistas tinham pedido punição exemplar e a efetiva aplicação do decreto. A decisão de liberá-la gerou indignação e reacendeu o debate sobre a eficácia das sanções. O caso segue sob investigação.
O governo estadual sustenta que o decreto aumenta a responsabilização e facilita ações administrativas contra maus-tratos. A Polícia Civil informou que continuará apurando os fatos e colaborando com o Ministério Público.
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