Brasil mira ampliar cooperação com EUA no combate à lavagem de dinheiro. O governo planeja enviar uma comitiva ao IRS, órgão equivalente à Receita dos Estados Unidos, para apresentar novas propostas de intercâmbio. A iniciativa foi anunciada pelo secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas.
Segundo Barreirinhas, já existem acordos de intercâmbio de informações com a aduana norte-americana. O objetivo é ampliar a cooperação técnica e a troca de inteligência para inibir fluxos financeiros ilícitos que atravessam fronteiras e envolvem ativos no exterior.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, participou do anúncio de um acordo de cooperação com a autoridade aduaneira dos EUA. A parceria visa fortalecer ações conjuntas contra crimes transnacionais, como lavagem de dinheiro, com foco em resultados mais rápidos.
Intenção de ampliar a cooperação com os EUA
Barreirinhas afirma que a comitiva ainda neste mês terá reuniões com a Receita Federal dos EUA. O objetivo é avançar na identificação de contribuintes com patrimônio no exterior e aumentar a fiscalização sobre ativos e operações fora do Brasil.
O secretário citou operações recentes em parceria com a Polícia Federal que ilustram o alcance do problema. Um exemplo é a operação Carbono Oculto, realizada em 2025, que apontou lavagem de recursos vinculados ao PCC.
Desdobramentos e impactos
Em outro caso analisado, a operação Poço de Lobato revelou uso de fundos sediados em Delaware para ocultar receitas. Parte dos recursos seria reciclada por meio de empresas e fundos nos EUA, com retorno ao mercado brasileiro.
Barreirinhas destacou o apetite das autoridades americanas pela cooperação. A troca de informações é vista como ferramenta para desarticular estruturas criminosas que operam entre os dois países.
O Ministério Público Federal, o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Rodoviária Federal já mantêm acordos de intercâmbio com a Receita. A formalização busca tornar as ações mais ágeis, seguindo protocolos de cooperação.
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