A divisão de direitos civis do Departamento de Justiça tem avaliado as admissões de pacientes com notas altas em faculdades médicas, acusando UCLA e Yale de discriminar estudantes brancos e asiáticos. As conclusões, criticadas por especialistas, apontam suposta vantagem para alunos pretos e hispânicos.
Segundo o DOJ, as notas e médias de alunos pretos e hispânicos teriam sido menos competitivas que as de brancos e asiados admitidos. As queixas não consideraram outros dados dos candidatos, como históricos escolares, recomendações e ensaios.
Especialistas afirmam que diferenças média em GPAs e pontuações são pequenas e podem ter fatores não raciais. Além disso, o DOJ não leva em conta situação socioeconômica, geografia e outras características relevantes.
Em UCLA, a narrativa aponta desafios sistêmicos para estudantes negros e hispânicos na Califórnia, com escolas públicas de alto desempenho carecendo de recursos. Dados locais indicam insegurança alimentar e habitacional entre esses grupos.
Yale defende que seu processo é baseado em mérito acadêmico e dedicação pessoal, e não em discriminação. A instituição sustenta que utiliza considerações pertinentes para seleção, sem excluir oportunidades para candidatos de cor.
Ao longo do último ano, o governo federal reduziu drasticamente o funcionamento do Office for Civil Rights. Cortes de quase metade da equipe e fechamento de escritórios regionais atrasam investigações e prejudicam estudantes com queixas.
Além de UCLA e Yale, há investigações em andamento sobre admissões em Stanford, Ohio State e UC San Diego. As instituições reforçam compromisso com igualdade de oportunidades para todos os estudantes.
- ReNika Moore, diretora do Programa de Justiça Racial da ACLU, é citada na reportagem original como analista de contexto e crítica à leitura das ações do DOJ.
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