Bill Gates prestou depoimento, nesta quarta-feira (10/06), a uma comissão do Congresso dos EUA em Washington, para esclarecer relação com Jeffrey Epstein. O cofundador da Microsoft disse não ter tido relacionamento pessoal com Epstein e afirmou que rompeu laços quando este não cumpriu promessas de arrecadação de fundos para a filantropia.
A audiência foi a portas fechadas, realizada pelo Comitê de Supervisão da Câmara que investiga Epstein. Gates relatou que Epstein tentava usar infidelidades dele para pressionar a continuidade de contatos. Parlamentares indicaram que Epstein mantinha uma rede de contatos influentes para projetar poder.
Relatos e contexto
Gates afirmou nunca ter presenciado atividades criminosas de Epstein e alegou nunca ter ido à ilha, ao rancho ou à residência do ex-financiado. Segundo o fundador, Epstein buscou favorecer um relacionamento, mas não houve interesse de Gates.
Ele explicou que, em 2014, após Epstein apresentar um suposto grupo de doadores, percebeu que as discussões não resultariam em apoio relevante e encerrou quaisquer contatos. O depoimento também mencionou nomes de potenciais doadores que Epstein teria apresentado, sem torná-los públicos.
Ao longo do debate, o comitê confirmou que Gates não tinha função na fundação de Epstein nem benefício financeiro ligado às tratativas. Também foi relatado que, anteriormente, o DOJ publicou documentos com referências ao nome de Gates em contatos com Epstein.
Outros depoentes
Além de Gates, já depuseram na comissão ex-presidente Bill Clinton, ex-secretária Hillary Clinton e o secretary of Commerce Howard Lutnick, entre outros. Epstein cometeu suicídio em 2019, em meio a julgamento. Ghislaine Maxwell cumpre pena de 20 anos por crimes relacionados.
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