Na edição de O Grande Debate desta semana, senadores discutiram se Lula conseguirá reverter a rejeição entre evangélicos, após divulgação de um levantamento recente. O tema foi pauta na edição exibida na quarta-feira, às 23h, com participação de Eduardo Girão (Novo-CE) e Eliziane Gama (PT-MA).
O estudo do Instituto Genial/Quest, realizado entre 5 e 8 de junho com 2.004 eleitores, aponta queda na desaprovação do governo entre o público evangélico. O índice passou de 68% em abril para 60% em junho, enquanto a aprovação subiu de 28% para 35% no mesmo período, com margem de erro de 2 pontos percentuais.
A divulgação da pesquisa ocorre após o PT ter enviado, em 8 de junho, uma carta ao público evangélico enfatizando que a prioridade do diretório nacional é evitar o uso da fé para fins eleitorais. O documento destaca o desafio histórico de Lula nesse segmento.
Aproximação do PT aos evangélicos
Eliziane Gama avaliou positivamente a tendência apresentada pela pesquisa. Ela citou ações do governo que, segundo a senadora, demonstram atenção ao segmento, como reconhecimento da música gospel como patrimônio nacional, datas festivas ligadas à fé e apoio a propostas de isenção tributária para igrejas. Gama afirma que o Estado laico é respeitado, sem instrumentalização da fé.
Ela rebate críticas atribuídas ao governo, caracterizando-as como distorções da oposição. Segundo a senadora, Lula não defende políticas contestadas por opositores e aponta programas sociais como demonstração de resultados, citando iniciativas como o Minha Casa Minha Vida e o Brasil sem fome.
Posição de Eduardo Girão
Girão, por sua vez, sinalizou ceticismo quanto à possibilidade de reversão do apoio entre evangélicos. O senador afirmou que, na visão dele, as pautas do governo estariam em conflito com valores cristãos, citando pontos como a legalização de apostas, a postura do governo frente ao conflito em Israel e declarações sobre drogas.
Ele comentou a votação da PEC antidrogas no Senado, destacando divergências entre PT e aliados. Segundo Girão, a narrativa apresentada ao público nem sempre corresponde aos votos reais na casa, sugerindo divergência entre discurso e fato.
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