Uma operação do Ministério Público do Rio de Janeiro prendeu três policiais civis suspeitos de integrar uma organização criminosa responsável pela criação e venda de loteamentos ilegais no Parque Estadual da Pedra Branca, em Campo Grande, zona Oeste. A ação ocorreu na manhã desta quinta-feira (11) e envolveu o Gaeco e o Gaema.
A investigação parte de uma denúncia de 15 pessoas ligadas ao esquema de estelionato, corrupção e crimes ambientais. Os mandados de prisão atingiram quatro alvos, incluindo Milton de Souza Junior, apontado como líder do grupo, e três agentes da Polícia Civil. Também houve buscas em diversos bairros da cidade.
A operação contou com o apoio das corregedorias de ambas as forças. Além dos policiais civis presos, um delegado foi alvo de busca e apreensão como investigado, e um policial militar também é citado nos autos. Ao todo, cinco denunciados foram identificados como membros diretos da organização.
#### Investigação e Denúncia
Milton de Souza Junior seria o articulador do esquema, promovendo o parcelamento irregular de terrenos e a venda de lotes em áreas de proteção ambiental com o auxílio de corretores falsos e empresas de fachada. O grupo utilizava laranjas para receber pagamentos.
Conforme o MP, as investigações indicam que a operação contava com informações privilegiadas obtidas por policiais, incluindo a 35ª DP (Campo Grande). Conversas apreendidas apontam o objetivo de manter o controle sobre o loteamento e evitar fiscalizações.
Os investigadores apontam que o dano financeiro supera 846 mil reais, além dos impactos ambientais. O Ministério Público pediu o sequestro de bens dos denunciados e a suspensão de funções públicas. Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara Criminal Especializada da Capital.
A equipe envolvida na operação foi consolidada pela atuação conjunta do Ministério Público, Gaeco, Gaema e aguarda novos desdobramentos. A CNN Brasil tentou contato com as defesas, sem sucesso até o fechamento deste texto.
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