O Senado aprovou a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves para o cargo de corregedor nacional de Justiça. A votação ocorreu na quarta-feira, 10, com 53 votos favoráveis e 16 contrários. Gonçalves comandará o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) no biênio 2026-2028. O processo teve rápida tramitação.
Benedito Gonçalves tem mais de cinco décadas de atuação no serviço público. Foi inspetor de escolas, papiloscopista da Polícia Federal e delegado da Polícia Civil antes de ingressar na magistratura. Iniciou a carreira de juiz em 1988, aprovado em concurso da Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
A trajetória dele inclui passagens pela Justiça Federal no Rio de Janeiro e no Paraná, até ser promovido a desembargador do TRF-2 em 1998. Chegou ao STJ em agosto de 2008, sendo o único ministro negro entre 33 representantes da corte.
Aprovação e apoio político
O relator da indicação, senador Cid Gomes (PSB-CE), ressaltou a origem humilde de Gonçalves e destacou a trajetória de superação. A sabatina na CCJ ocorreu com 21 votos a favor e cinco contrários. A votação final contou com amplo apoio da base do governo.
O ato de aprovação contou com o esforço concentrado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). A atuação dele ajudou a viabilizar a pauta em meio ao calendário legislativo.
Controvérsia ligada a evento privado
A nomeação esteve associada a um episódio envolvendo um encontro patrocinado por Daniel Vorcaro, banqueiro citado pela imprensa. Segundo reportagem, Gonçalves participou de uma degustação de uísque Macallan promovida por Vorcaro para autoridades, com custo estimado em R$ 3,3 milhões.
Em 20 de maio, uma sessão foi interrompida por Alcolumbre ao constatar quórum insuficiente para votação, o que adiou o parecer. O episódio é mencionado como contexto da tramitação da indicação.
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