Ao menos por ora, a campanha de reeleição de Lula enfrenta uma ameaça silenciosa: o custo de vida. Em pesquisa Genial/Quaest divulgada na quarta-feira, o presidente aparece com vantagem de 10 pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro no primeiro turno e de seis pontos no segundo turno.
O levantamento mostra Lula com 39% no primeiro turno, contra 29% de Flávio Bolsonaro, e 44% versus 38% no segundo turno. Em abril, a diferença era menor, com Flávio à frente. O resultado aponta recuperação de apoio, principalmente entre eleitores indecisos.
Além de logros de governo, o levantamento destaca a rejeição a Lula em 53% e uma recuperação de aprovação perto do empate com desaprovação, em 47% a 48%. Entre indecisos, Lula lidera com 37%, frente 24% de Flávio.
Desafios econômicos em foco
O custo de vida segue influenciando o humor do eleitorado. 69% avaliam que os preços dos alimentos subiram, frente a 7% que dizem que caíram. Em maio, o IPCA registrou 0,58%, o maior para o mês desde 2021, puxado por itens como batata, tomate, cebola e carnes.
A percepção de piora econômica persiste, com 44% dos pesquisados afirmando que a situação do Brasil piorou nos últimos 12 meses, ante 20% que veem melhora. Mesmo com medidas de renegociação de dívidas e subsídios, os impactos do custo de vida permanecem relevantes.
O tema econômico continua a influenciar o cenário eleitoral, na esteira da campanha que busca manter a base de apoio e ampliar o diálogo com eleitores que ainda não definiram seu voto. No momento, não há indicativos de mudanças rápidas no humor do eleitorado.
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