O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou, com ressalvas, as contas do presidente Lula referentes ao ano de 2025. A decisão contou com a participação do ministro Odair Cunha, indicado pela Câmara dos Deputados.
Cunha acompanhou o parecer do relator Benjamin Zymler, que apontou problemas como superestimação de receitas, prejuízos em estatais e gastos que não entram no cálculo da meta fiscal. O relatório destaca fragilidades na sustentabilidade das finanças públicas.
Durante a leitura do voto, o ministro mineiro ressaltou a importância do controle fiscal para políticas públicas de longo prazo. Em seguida, reconheceu avanços do governo, citando crescimento do PIB de 2,3% no ano anterior.
Para Cunha, o desempenho do emprego não pode ser desconsiderado, especialmente diante de um cenário internacional desafiador. Ele destacou a taxa de desemprego de 5,1% e a geração de aproximadamente 1,3 milhão de vagas formais.
Cunha também apontou a melhoria da massa salarial real, superior a 5%, e afirmou que esses dados devem compor uma avaliação equilibrada da atuação governamental, além de defender o orçamento como instrumento de direitos sociais.
O ministro, que integra o TCU desde 2023, destacou que o orçamento deve priorizar aqueles que mais necessitam, não apenas cumprir obrigações com a dívida pública. A leitura de Cunha procurou harmonizar críticas do relatório com reconhecimentos de avanços.
A atuação de Cunha no TCU ocorreu dentro de um acordo entre o PT e o Republicanos, visando indicar o mineiro para o tribunal e apoiar a candidatura de Hugo Motta à presidência da Câmara. A confirmação da indicação mudou a composição do TCU para o período.
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