A empresária Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse sobre Jair Bolsonaro, conseguiu na Justiça de São Paulo uma medida protetiva contra o ex-marido, Wemerson Marinho da Gama. A decisão foi motivada por denúncias de ameaças, perseguição e violência psicológica.
A decisão foi proferida pela juíza Tatyana Teixeira Jorge, da Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, na capital paulista. Wemerson deve manter distância de pelo menos 300 metros e está proibido de manter contato com Karina e com familiares por qualquer meio.
Medida protetiva estabelecida
A medida determina ainda que Wemerson não frequente os locais onde Karina atua e nem divulgue imagens ou registros da empresária sem autorização. Em depoimento à Polícia Civil, uma testemunha ligada ao caso disse que ele tentou obter vantagens financeiras e participação em contratos ligados ao Instituto Conhecer Brasil, administrado por Karina.
A defesa de Wemerson afirmou que ele não foi formalmente citado e que o divórcio foi registrado em fevereiro de 2025. Karina sustenta que vem sendo alvo de intimidações desde o fim do casamento, e que houve tentativa de desgastar sua imagem pública.
Contexto do filme e investigações
Karina ganhou notoriedade ao defender o projeto de Dark Horse, que pretende retratar a trajetória política de Bolsonaro. A produção envolve outras entidades investigadas pela Justiça e pela Ancine, que abriu apuração sobre irregularidades ligadas ao longa.
Paralelamente, há investigações envolvendo o Instituto Conhecer Brasil e contratos com a Prefeitura de São Paulo, com a participação de personagens ligados à empresária. Karina afirma que já apresentou laudo contábil para esclarecer movimentações financeiras.
A reportagem não encontra manifestação de Wemerson até o fechamento desta edição. A Justiça continua avaliando o andamento dos desdobramentos, incluindo a continuidade da proteção solicitada por Karina.
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