Sundar Pichai, CEO do Google, foi vaiado por estudantes ao discursar na cerimônia de formatura na Universidade Stanford, em Palo Alto, nos Estados Unidos, no fim de semana. O protesto teve como motivação contratos de nuvem com governos, incluindo Israel e o ICE dos EUA, segundo fontes do TechCrunch. Aproximadamente 200 formandos abandonaram o auditório quando o executivo começou a falar.
Estudantes exibiram cartazes contra o Google e criticaram a atuação da empresa em nuvem governamental. O protesto no campus de Stanford teve o Projeto Nimbus como foco principal, envolvendo Google e Amazon em um contrato de 1,2 bilhão de dólares firmado em 2021 para serviços na nuvem para Israel.
Detalhes do protesto e participantes
Cartazes com mensagens contra o Google foram vistos durante o discurso. Vídeos nas redes mostram vaias e bandeiras da Palestina entre os presentes. Grupos como No Tech for Apartheid, Stanford Students for Justice in Palestine e Tech for Liberation participaram do ativismo.
Contexto adicional
O projeto Nimbus também incluiu o uso de IA e a participação de forças armadas israelenses. As divergências sobre o tema ganharam destaque à época, com relatos de demissões internas no Google em 2024, associadas à continuidade da parceria. Além disso, a colaboração com o ICE foi citada por manifestantes como motivadora do protesto.
Observação sobre casos similares
No mês anterior, o ex-CEO Eric Schmidt também enfrentou vaias ao discursar em formatura na Universidade do Arizona, em razão de comentários sobre IA no mercado de trabalho. O episódio ocorreu mesmo com o líder insistindo na importância da adaptação tecnológica.
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