O que acontece com as políticas de cannabis varia conforme o modelo de regulação. Um estudo internacional analisa mudanças entre 2000 e 2025, avaliando uso da droga, potência e taxas de psicose.
Em mercados que adotaram a venda comercial, como Estados Unidos e Canadá, houve aumento no número de usuários e maior potência típica dos produtos. Também houve crescimento de internações associadas a psicose e outras questões de saúde mental.
Já em países que despenalizaram a posse ou regulamentaram o acesso de forma restrita, na Europa, África, Ásia e Oceania, não houve evidência consistente de mudança significativa no uso ou em doenças psiquiátricas. O Uruguai, com legalização controlada, apresentou padrão semelhante.
Impacto da comercialização
A pesquisa destacou que mercados com atuação de empresas privadas tendem a favorecer produtos mais potentes e estratégias de venda, o que pode elevar o consumo. Especialistas ressaltam que a dinâmica de lucro cria incentivos para ampliar a oferta.
Pontos para políticas públicas
Professores citados pelo estudo afirmam que o comércio é o fator crítico a ser considerado. Alguns alertam para dificuldades de regulação diante do poder da indústria de cannabis e da experiência já observada com tabaco e álcool.
A visão dos especialistas
Pesquisadores destacam que a evolução global tende a políticas mais liberais, porém com variações do modelo de regulação. A evidência é lacunar em longo prazo, exigindo monitoramento contínuo de uso, potências e desfechos de saúde mental.
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