Na decisão que autorizou busca na residência de Jaques Wagner, líder do governo no Senado, o ministro André Mendonça citou João Carlos Mansur, operador do mercado financeiro, em quatro pendências investigadas pela PF.
Mansur é apontado como quem comprou ingressos no valor de 63 mil reais para um show de Taylor Swift para Wagner e familiares. A aquisição teria sido solicitada a Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, que repassou os recursos.
A operação cita a possível participação da empresa Reag Investimentos na aquisição dos bilhetes, conforme apontado pelo ministro Mendonça. Mansur figura na investigação chamada Operação Compliance Zero.
O foco da apuração envolve fraudes associadas ao Master, com suspeitas de captação de recursos, aplicação em fundos e ocultação de patrimônio de Vorcaro e familiares. Mansur já aparece em outras situações ligadas a esse tema.
O operador se afastou da presidência da Reag em setembro, após a instituição ser mencionada em uma operação contra o PCC em São Paulo. A ação envolve irregularidades na distribuição de petróleo e lavagem de dinheiro com fundos de investimento e fintechs.
Segundo a investigação, a Reag seria usada para criar fundos de investimento que financiaram aquisição de empresas e blindagem de patrimônio de criminosos do PCC. Mansur também é ligado a empresários próximos a ele, Mohamad Mourad e Roberto Leme da Silva, o Beto Louco.
Em janeiro, o Banco Central decretou a liquidação extrajudicial da Reag por graves violações às normas do SFN. A matéria de VEJA também associa a Reag a um caso de corrupção na Bahia envolvendo desvio de 48 milhões de reais para a compra de respiradores durante a pandemia.
Procurado, Mansur, por meio de assessoria, disse não ter nada a declarar.
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