O segundo turno das eleições presidenciais da Colômbia acontece neste domingo, 21 de junho, para definir o mandato após o primeiro turno. A disputa coloca o candidato de direita Abelardo de la Espriella contra Iván Cepeda, apoiado pelo presidente Gustavo Petro. A votação ocorre no país, em clima de tensão entre propostas de segurança, econômica e social.
Espriella, 47 anos, advogado de formação, lidera as intenções de voto no momento, segundo pesquisas. Naturalizado americano e sem experiência política anterior, ele se apresenta como um defensor do golpe de efeito contra o crime, propondo corte de programas e redução de impostos para estimular o setor privado.
Cepeda, 63 anos, senador e defensor dos direitos humanos, representa a continuidade do governo de Petro. O tema da paz com grupos armados permanece central para ele, que aposta na continuidade de negociações políticas como caminho para reduzir a violência.
Trump, segundo a campanha, apoiou publicamente Espriella, marcando uma ofensiva diplomática na região. O adversário de Espriella, Cepeda, foca na manutenção de acordos de paz existentes e críticas à violência associada a facções criminosas.
Nas ruas, a segurança é apontada como principal pauta pelos eleitores, segundo analistas. O desgaste da gestão atual é citado como fator que pode favorecer a candidatura de Espriella, que também propõe ampliar a base tributária e reduzir o tamanho do Estado.
A eleição de Espriella é vista como possível marco para a direita latino-americana, com impactos sobre alianças regionais. Pesquisas indicam que a vantagem dele pode ficar entre 52% a 53% dos votos, sobre Cepeda, em cenários de segundo turno.
O pleito deve decidir não apenas o rumo do governo, mas também o posicionamento político na região, com reflexos em governos como os de El Salvador, Argentina e Chile, conforme analistas consultados pela imprensa internacional.
Cerca de 40 milhões de eleitores colombianos estão aptos a votar neste domingo, o que torna o pleito uma comitiva de extremas visões políticas em disputa, com promessas de mudanças profundas nas políticas de segurança e economia do país.
Entre na conversa da comunidade