A 18ª Marcha da Maconha ocorreu neste domingo em São Paulo, reunindo dezenas de milhares de apoiadores da legalização da cannabis. O protesto aconteceu na área próxima ao Masp, com o objetivo de defender a regulamentação da planta e a revisão da política de criminalização.
Os organizadores e ativistas argumentaram que a proibição sobrecarrega o sistema prisional e contribui para o preconceito contra o uso medicinal. They apontaram que pacientes vinculados a prescrições médicas podem se beneficiar da cannabis terapêutica, inclusive crianças.
Na Avenida Paulista, manifestantes vestiam camisetas e carregavam cartazes que criticavam restrições a medicamentos à base de cannabis. As mensagens incluíam críticas à acessibilidade de itens canábicos e a defesa do uso médico da planta.
Participantes e motivações
Entre os presentes estavam idosos, pais com filhos e jovens adultos. Uma professora de educação infantil, que participou pela primeira vez, relatou que sua mãe usa cannabis medicinal para regular o sono e aliviar dores nas costas. Ela afirmou ter considerado não postar fotos nas redes, mas decidiu apoiar a causa pública.
A professora também comentou a hesitação inicial em expor a participação, por receio de julgamentos no ambiente de trabalho. Ela ressaltou que o movimento é relevante para a defesa de direitos, independentemente do uso pessoal da substância.
Contexto e dados nacionais
Dados de consolidação nacional indicam que cerca de 50 mil pessoas declararam usar produtos à base de cannabis sativa. A pesquisa aponta resistência social à planta como entrave à regulamentação, limitando avanços e favorecendo a importação para quem tem alto poder aquisitivo.
Relatórios recentes destacam que o perfil das usuárias pode incluir mulheres de meia-idade, refletindo mudanças demográficas no mercado de cannabis medicinal. A divulgação pública dessas estatísticas busca esclarecer o debate e fundamentar políticas públicas.
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